quinta-feira, 10 de novembro de 2011

‘Vamos aos Pobres’ é o tema do CNB para 2012

A Assessoria Espiritual do Conselho Nacional do Brasil da Sociedade de São Vicente de Paulo (CNB/SSVP) lançou, ontem (14), uma circular sobre a proposta temática para o próximo ano. O convite ‘Vamos aos Pobres’ norteará todos os trabalhos dos confrades e consócias brasileiros.

De acordo com padre Alexandre Nahass, assessor Espiritual do CNB, a temática visa fortalecer a importância do encontro de Cristo, por meio dos Pobres. Ele usa uma citação do livro ‘A mística da visita aos Pobres’ para ilustrar a proposta. “(...)“a nossa Sociedade de São Vicente de Paulo caracteriza-se por ir ao encontro do Pobre, lá onde ele se encontra. Vamos ao Pobre em sua casa, onde quer que seja. Se o Pobre mora na favela, lá irá o Vicentino. Se mora na casa de Idosos, é lá que iremos, pois aquela é a sua casa. Se o Pobre está internado num hospital, é lá que os Vicentinos o visitam e o confortam, porque lá é sua casa naquele momento. Se o Pobre está na prisão, é lá que os confrades e consócias o visitam, pois ele vive ali. Se está na rua, como vulnerável, é lá que o visitamos, pois a rua passou a ser sua morada. Os Vicentinos vão ao encontro dos Pobres onde quer que eles estejam”.


FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL




LIVRO: VAMOS AOS POBRES - PE. MIZAÉL.


“Deus visita porque ama a pessoa humana”. Desde criança somos encantados pelas visitas. Parentes e amigos, quando nos visitam transformam nossa casa. Tudo se torna festa, comemoração, alegria e felicidade. O mesmo ocorre quando visitamos um parente ou um amigo.
Vamos focar a visita de Maria a sua prima Isabel (Lc 1,39-56). Quanta honra e felicidade de Isabel e Zacarias em receber a Mãe do Salvador, foi essa a expressão de Isabel. A visita levou felicidade até o nascimento do menino. Jesus no ventre de Maria manifesta seu amor nesta visita a Isabel.

Como deve ser a nossa visita a uma família necessitada à qual nos propomos a ajudá-la? Nossa presença nas casas dos Pobres deve ser como a visita de Maria à sua prima Isabel. Afinal, estamos em nome de Jesus, levando a esperança e conforto. Como nos apresentamos, como falamos? Somos realmente uma presença do amor de Deus para os nossos “mestres e senhores”?
“Exercer o profetismo não é nada confortável”. Nossas visitas devem ser capazes de levar efetivamente a afetividade para quem não têm parentes e amigos. Devemos cumprir nossa missão profética durante as visitas que fazemos, semanalmente, aos Pobres. Não é fácil descobrir o Cristo nos casebres caindo, no meio da falta de higiene, na falta de esperança, na falta de tanta coisa, incluindo o amor.
Acredito que este livro trará muitos subsídios para a nossa missão profética. Certamente nos ajudará a interpretar a realidade do momento presente em que realizamos as nossas visitas aos preferidos de Deus. Seu estudo e reflexão durante nossas reuniões farão que nos preparemos melhor para esta grande missão que nos foi confiada.


Até bem pouco tempo não dispúnhamos de escritos para nos orientar na vida Vicentina. Graças a Deus, agora, contamos com mais um livro a nos auxiliar em nossa missão de cristão profeta.

Título: "Vamos aos Pobres!"
Autor: Mizaél Donizetti Poggioli
Lançamento: setembro de 2011
Páginas: 142
Preço: R$ 10,00 mais despesas de Correio-ECT.



Fonte:
http://mizaelpoggioli.blogspot.com

São Vicente - A caridade acima de tudo



“A caridade é um amor elevado acima dos sentidos e da razão, pelo qual nos amamos uns aos outros pelo mesmo fim pelo qual Jesus Cristo amou os homens para fazê-los santos neste mundo e bem-aventurados no outro”.

São Vicente em toda sua vida terrestre, se dispôs a ajudar o próximo, desde a sua infância ele esteve lá, disposto a ser um instrumento da graça de Deus que é a Caridade. E quem poderia imaginar que logo ele, aquele gascão, um dia se tornaria o Patrono Universal da Caridade. Que belas obras ele realizou, nunca obteve um sentido de arrependimento ao servir a quem mais necessitava a sua frente. Seu coração sempre esteve puro e disposto a ajudar, e eis a sua fórmula para os dias de hoje, em que nem sempre temos tamanha abertura ao irmão em Cristo.

A caridade é algo além fronteiras que mexe com o coração de cada um, seja ele, rico ou pobre, negro ou branco, ocidental ou oriental, não tem escolhas, Deus não olha isto, e sim o amor que nos faz ir mais perto deles, os preferidos do Pai, os que mais necessitam, que estão a mercê da sociedade: Os Pobres.

Muitos escritores, em seus livros, dão maior ênfase a vida desde Santo, outros nos faz situar, sobre a realidade da França em seu tempo. Mas o que me fez escrever foi algo que venho a procurar, e apenas encontro, em pesquisas e leituras, digo das obras de caridade de Vicente de Paulo.
Tentarei mostrar que ele não foi apenas um homem inteligente, sábio e inovador, e sim também um Santo Caridoso, que obteve com gestos simples a sua conversão e a sua santificação.

Por: Julinei Nogueira de Almeida

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ESTA CHEGANDO...11/09/2011

(CLIQUE NA IMAGEM PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO)

Projeto visa 'Despertar' carisma vicentino em jovens



Uma iniciativa de sucesso para recrutamento foi adotada na área do Conselho Metropolitano de São Carlos (SP). O projeto 'Despertar' já conseguiu fazer com que cerca de 50 jovens ingressassem nas fileiras da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP). Ele é desenvolvido nas cidades de Itápolis e Borborema.

A iniciativa consiste em um final de semana de palestras, dinâmicas, música e, principalmente, amizade. "É isto que suscita no jovem a vontade de fazer parte dessa família que é a SSVP", conta o confrade Ricardo Camargo, coordenador do Departamento de Comunicação (Decom) do CM São Carlos.

Neste projeto, trabalham juntas: Comissão de Jovens, Coordenação de Conferências de Crianças e Adolescentes (CCA's) e Escola de Capacitação Antonio Frederico Ozanam (Ecafo).
Depois dos dias de formação, os jovens recrutados recebem acompanhamento e são motivados a constituírem Conferências Vicentinas. "Esperamos que as sementes lançadas se fortaleçam e façam florir mais sorrisos jovens, em busca de um mundo mais humano aos preferidos do Pai - os Pobres!", encerra Ricardo Camargo.



FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL Nos dias 05, 06 e 07 de agosto, o projeto DESPERTAR, aconteceu na cidade de Itápolis, onde dos 96 jovens inscritos, 76 responderam ao chamado (foto), e num fim de semana repleto de conhecimento, emoção e novas amizades, puderam desfrutar de sua 1ª visita domiciliar, o que atingiu o coração de cada um deles, que no retorno estavam com sede de mudança.

Jovens que nunca haviam tido qualquer contato com a SSVP, que agora nas reuniões do pós DESPERTAR, tem mostrado ainda mais a vocação vicentina em suas visitas e vidas.

A todos os que coordenaram esse projeto os nosso agradecimentos e os parabéns!

AMIGOS PARA AMAR...AMIGOS PARA SERVIR!

A Primeira Comunhão - Dom Paulo Sérgio

Na comemoração dos cem anos do decreto “Quam singulari”, pelo qual Pio X determinou que as crianças fizessem a Primeira Comunhão na idade do uso da razão, isto é, cerca dos sete anos e, no momento em que a diocese de São Carlos revê o Diretório dos Sacramentos, gostaria de voltar à questão, sugerindo a antecipação da idade da Primeira Comunhão.
Na época de Pio X não só as crianças não podiam comungar, como também para os leigos a comunhão não era freqüente. Daí os dois decretos do Papa: o primeiro – Sacra Tridentina Synodus – sobre a comunhão frequente e quotidiana; o segundo – Quam singulari – sobre a comunhão das crianças. No primeiro, dizia o Papa: “Jesus Cristo e a Igreja desejam que todos os fiéis se aproximem, cada dia, do banquete sagrado, principalmente a fim de que, estando unidos a Deus por este sacramento, recebam a força de reprimir suas paixões e que por meio dele se purifiquem de suas faltas leves, nas quais podem cair todos os dias e que possam evitar as faltas graves, às quais está exposta a fragilidade humana; a comunhão frequente não visa, pois, principalmente dar glória a Deus, nem deve ser considerada como uma espécie de favor e de recompensa pelas virtudes dos que se aproximam dela”. Pio X se refere à doutrina do Concílio de Trento ( sessão XXII ), ao Evangelho de São João ( 6,59 ) e ao pedido do pão quotidiano do Pai Nosso na interpretação dos Padres da Igreja. Ele tira de Santo Agostinho a idéia de que, na comunhão, o cristão recebe a força de reprimir as paixões. E se levanta contra os danos do “jansenismo” que, por seu rigorismo, ergueu barreiras contra a recepção da Eucaristia.
A comunhão frequente e quotidiana pede aos fiéis somente o estado de graça ( ausência de pecado mortal) e a intenção reta ( não agir por hábito ou por vaidade ). Na verdade não foi fácil para o clero mudar sua mentalidade rigorista e para os fiéis modificarem os seus hábitos enraizados, numa situação em que era comum ouvir: “ não comungo porque sou pecador ”. E aí se tornava mais pecador porque não comungava. Criava-se, assim, um círculo vicioso.
Através desse decreto, Pio X, o Papa da Eucaristia e da Catequese, com o desejo de renovação eclesial que inspirou o seu pontificado, ensinou a toda a Igreja o sentido, o valor e a centralidade da Sagrada Comunhão para a vida de todos os batizados, inclusive as crianças. O Papa, ao promulgar o decreto, se apóia no quarto Concílio de Latrão ( 1215), nas palavras de Jesus: “deixai vir a mim as criancinhas” e no Concílio de Trento, que fala em “idade da razão”.
Pio X queria ainda extirpar a concepção jansenista, para a qual a comunhão seria uma recompensa, ao passo que ela é “um remédio para a fragilidade humana”. Não se requer da criança um conhecimento pleno e perfeito da doutrina cristã, mas que, depois da comunhão, continue a aprender o catecismo inteiro. Basta que a criança saiba distinguir o pão eucarístico do pão comum e corporal.
O Cardeal Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos diz: “ A Primeira Comunhão das crianças é como o início de um caminho junto com Jesus, em comunhão com Ele; princípio de uma caminhada para que, com Jesus, prossigamos bem e a vida se torne boa e alegre; o encontro com Jesus é a força de que precisamos para viver com alegria e esperança”.
Não podemos e nem devemos retardar a Primeira Comunhão sob nenhum pretexto. Todos, inclusive as crianças, temos necessidade do Pão do Céu, pois também a alma precisa nutrir-se.
E o Cardeal continua: “O encontro com Jesus na Eucaristia é ainda mais importante em nossa época e, sobretudo para as crianças, cuja grandeza, pureza, simplicidade, “santidade” são, com freqüência, infelizmente, manipulados e destruídos. As crianças vivem imersas em mil dificuldades, rodeadas por um ambiente difícil que não as encoraja a serem o que Deus quer delas; muitas são vítimas da crise da família. Nessas circunstâncias, são-lhes ainda mais necessários o encontro, a amizade, a união com Jesus, sua presença e sua força. Graças à sua alma imaculada e aberta, são elas que, sem dúvida, estão melhor dispostas a esse encontro”.
A comemoração do centenário do decreto “Quam singulari” é uma providencial oportunidade para insistir na antecipação da idade da Primeira Comunhão, ainda mais quando se nota a precocidade de nossas crianças. Daí não ser recomendável avançar na práxis que se está introduzindo cada vez mais, de elevar a idade da Primeira Comunhão. Pelo contrário, é necessário e urgente antecipá-la.
E Dom Cañizares conclui dizendo: “À vista de tudo o que vem acontecendo com as crianças e do ambiente hostil no qual crescem, não as privemos do dom de Deus, gerado pelos sacramentos da iniciação cristã no seio da santa mãe Igreja. A graça do dom de Deus é mais poderosa que nossas obras, nosso planos e programas”.
Faço minhas as palavras do Cardeal.


+ Dom Paulo Sérgio Machado - Bispo Diocesano

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

As Jornadas mundiais da Juventude







“Uma iniciativa profética que deu frutos abundantes, permitindo às novas gerações cristãs encontrar-se, pôr-se à escuta da Palavra de Deus, descobrir a beleza da Igreja e viver experiências fortes de fé1” (Bento XVI)






As Jornadas Mundiais da Juventude, idealizadas pelo Papa João Paulo II, constituem uma “maravilhosa celebração da fé”, uma “peregrinação” e um período de “profunda renovação espiritual” dos jovens do mundo inteiro.
Tudo começou em Roma; numa celebração dedicada à juventude, na vigília do Domingo de Ramos, em 1984, quando o Papa João Paulo II presenteou os jovens com a Cruz do Ano Santo. Foi um verdadeiro Pentecostes da Juventude, quando mais de 300 mil jovens vindos de todas as partes do mundo, viveram uma união acima das barreiras do idioma e da cultura. Compreenderam que apesar da diversidade, falavam a mesma língua e partilhavam o mesmo objetivo: Jesus Cristo.
A 1ª. Jornada aconteceu em Buenos Aires (Argentina-1987) com o tema “Conhecemos o amor de Deus e acreditamos nele” (cf. 1.J0. 4,16); a 2ª., em Santiago de Compostela (Espanha - 1989) e teve como tema” Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida” (cf. J0. 14,6). A 3ª., em Czestochowa (Polônia -1991), proclamando a paternidade de Deus, teve como tema” Recebestes um espírito de filhos” (cf. Rm. 8,15). A 4ª, em Denver (Estados Unidos -1993), com o tema Vida em abundância “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (cf. J0. 10,10). Em Manila ( Filipinas - 1995) refletiram sobre a missão “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”(cf. Jo.
20,21). Em Paris (França — 1997) “Mestre, onde moras? Vinde e vede”, foram ver o Mestre (cf. Jo. 14, 26). Em 2000, em Roma’ (Itália), contemplaram a Encarnação do Verbo “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (cf. Jo. 1,14). Em Toronto (Canadá - 2002), transformaram-se em sal e luz do mundo “Vós sois o sal da terra vós sois a luz do mundo”(cf. Mt. 5,13-14). Em 2005, em Colônia, adoraram o Senhor “Vimos adorá-lo” (cf. Mt. 2,2). Em Sidney (Austrália - 2008) receberam o Espfrito Santo e foram enviados em missão “Sereis minhas testemunhas” (cf. 1,8). E agora, em Madri (Espanha - 2011), enraizados e edificados em Cristo, os jovens querem seguir firmes na fé “ Arraigados e edificados em Cristo,apoiados na fé” (cf. Cl. 2,7).
As Jornadas Mundiais sempre são intercaladas com as Jornadas Diocesanas. Realizadas a cada ano, seja em âmbito mundial seja em âmbito diocesano, elas constituem um espaço privilegiado para experiências marcantes da vida em Cristo e na Igreja. Esta mesma Igreja que fez a sua opção preferencial pelos pobres e que depois a estendeu aos jovens.

Os jovens são a esperança da Igreja. E termino esta reflexão com as palavras do Beato João Paulo II, na mensagem da Jornada de 2001: “Aqui quero expressar, do íntimo do meu coração, um sincero agradecimento a Deus pela dádiva da juventude que, através de vós (jovens), subsiste na Igreja e no Mundo. Além disso, quero agradecer-lhe com emoção porque me concede acompanhar os jovens do mundo durante as duas últimas décadas do século, indicando-lhes o caminho que conduz a Cristo”.






+Dom Paulo Sérgio Machado – Bispo Diocesano